segunda-feira, 5 de setembro de 2011

LIVRO – Fernão Capelo Gaivota

Tive a oportunidade de ler esse livro quando tinha 19 anos. Pois é, faz um pouquinho de tempo...

Quando temos a oportunidade de voltar em um lugar que já fomos há muito tempo atrás, ou quando temos a oportunidade de lermos algo que já lemos no passado, uma nova opinião se forma a respeito de um mesmo assunto, e isso na maioria das vezes acaba sendo muito interessante.

Esse é um processo muito válido onde percebemos uma alteração na nossa percepção, em ver, aceitar ou não, e responder ao mundo, sobre nossas experiências externas. Embora possamos continuar com as mesmas opiniões, nossos focos passam a ser  diferentes devido a momentos diferentes que estamos vivendo e que já vivemos. Perdemos nossa visão inocente e simples de ver muitas coisas que estão em nossa frente, e ganhamos a maturidade que só a experiência da “vivência” nos dá (essa, escola nenhuma ensina). São tantas aprendizagens e valores que vamos criando ou deixando de lado, que realmente é muito difícil conservarmos a mesma visão por 10, 15 anos.

Dizem que mudança de opinião, significa aprendizagem e concordo plenamente com isso!!
Lembro-me que na primeira vez que li este livro, achei-o interessantíssimo, complicado, e cheio de lições de superação mas não recordava exatamente de seu conteúdo, e devo dizer que valeu muito a pena lê-lo novamente.

Diferente da primeira vez que li, achei tão simples, aliás ele é uma simples lição de vida. De uma maneira muito interessante, fala de superação e do olhar por trás das nossas rotinas em busca do aperfeiçoamento daquilo que fazemos diariamente (e que muitas vezes por acharmos tão simples, nos entediamos e fazemos de “qualquer jeito”). Não me lembro de ter percebido da primeira vez que li, que ele falava do “prazer em se fazer algo bem feito” pelo simples “prazer de se melhorar”...  Não me lembro de ter percebido que ao tentar se superar, Fernão Capelo acaba sendo banido de seu bando, que não o compreendia por ele ser “diferente”, e que mesmo assim ele não se deixa levar e vai atrás do que acredita!

É uma abordagem muito simples e capaz de nos fazer refletir... coisa que não fiz aos 19 anos! Não por falta de maturidade... mas talvez porque com essa idade,  a minha opinião ainda era  mais importante do que a opinião do mundo; ou porque aos 19 anos,  ir atrás dos sonhos com toda força e garra, mesmo com todos ao redor dizendo que eles eram absurdos, era algo óbvio, algo que eu não precisaria pensar duas vezes.

Algumas experiências de vida nos trazem a maturidade e muitas vezes com ela, a acomodação... outras, nos trazem a vivência e às vezes com ela, a desconfiança...

Por isso, às vezes é bom “apertar o freio” e observar para quem e para o quê estamos dando importância. Se para nós e nossos sonhos ou para o que as pessoas que nos rodeiam (e são infelizes) acham correto.
Se as pessoas que nos rodeassem estivessem exatamente no “patamar” onde gostariam de estar, teríamos um motivo para ouví-las. Mas sabemos que isso não ocorre, pois as pessoas que mais nos dão palpites e querem nos “ensinar” a viver,  são aquelas que mais rapidamente abandonaram seus sonhos (por falta de coragem) e que hoje se contentam em seguir o que “a maioria do bando” acha correto. Se isto é correto para elas - ÓTIMO! Mas temos que avaliar se também é correto para nós, antes de seguirmos "os conselheiros mágicos"!

Neste livro, existem outros pontos a serem abordados, como o amor pelo próximo, a igualdade, etc, etc, etc.  

Então, que tal uma viagem rumo ao bando de Fernão Capelo Gaivota para que você descubra o seu próprio ponto de vista?