domingo, 14 de abril de 2013

ESCOLHA PROFISSIONAL

A adolescência é um período de várias mudanças e justamente nesse período de transição o jovem terá que tomar a decisão da sua escolha profissional, algo que marcará sua vida futura.



Não é nada fácil se deparar com a escolha da profissão, ainda mais ao perceber que ela também representa a escolha por um estilo de vida, uma rotina e um ambiente no qual terá que conviver em seu futuro; ou seja, escolher uma carreira não significa apenas escolher o que se quer fazer, mas sim , o que se quer ser.

Esse é um tema que por mais que venha sendo comentado ao longo dos anos, ainda gera um grande nível de ansiedade, tanto para o adolescente, quanto para sua família, que participa de alguma maneira nessa decisão. 
É por isso que hoje, decidi falar um pouquinho mais sobre esse assunto.

 
A influência familiar

Quando um indivíduo nasce, ele já carrega uma série de expectativas de sua família. Todos já imaginam o que ele vai ser, e como vai ser. O indivíduo cresce ouvindo o que seus familiares consideram “bom” e “ruim”, e o que eles esperam em relação ao seu comportamento, atitude e escolhas.

Além de ser cercado por uma série de expectativas ele também e cercado por uma série de valores familiares, os quais ele só poderá considerar bons ou ruins, com a maturidade.

A escolha do adolescente pode estar baseada numa ideologia familiar, e segui-la pode resultar em um sentimento de “lealdade” a sua família; mas também pode estar baseada no confronto dessa ideologia, para mostrar sua rebeldia ou desaprovação com os seus.

Em ambos os casos, o indivíduo não estará sendo justo consigo mesmo, pois não estará valorizando os seus desejos e sim desejos alheios ou utilizará sua atitude para ferir e mostrar que discorda da opinião familiar.

Muitas vezes, com o intuito de auxiliar, os pais constroem projetos que refletem seus desejos (realizados ou não), e acabam projetando suas frustrações ou realizações em seus filhos.

A ansiedade dos pais também contribui para o aumento da ansiedade dos filhos, por isso durante um processo de orientação vocacional, muitas vezes, é indicada a participação dos pais para melhor compreensão e auxílio, desse processo que faz parte da vida de todo jovem. A ausência familiar durante esse processo, pode representar para o jovem, certo desamparo e reforçar a insegurança, que é normal nessa tomada de decisão.

 
Orientação Profissional

                O objetivo da orientação profissional é auxiliar o jovem, proporcionado um momento de reflexão sobre o que está por trás de sua escolha e das suas indecisões.

Ajudá-lo a reconhecer as influências familiares, escolares, do meio social e econômico, religiosas e de questões psicológicas, tornará o processo muito mais claro.

A exploração deste contexto com o trabalho em parceria (orientador -  adolescente), irá gerar o esclarecimento, que trará a diminuição da ansiedade e maior segurança na tomada de decisão.

 
O trabalho do orientador

O objetivo do orientador é entender os valores que cercam esse jovem; ou seja, que tipo de vida ele pretende ter e o que é importante para ele. Não adianta o jovem correr atrás de uma profissão que vá mantê-lo preso a uma rotina dentro de um escritório, se o que ele mais valoriza na vida, é o contato com o público ao ar livre.

Outro ponto que deve ser levado em consideração, é sua visão a respeito do mundo e de si próprio.

Outro ponto fundamental é o confronto das informações que esse jovem apresenta das profissões, com a realidade destas. Muitas vezes, as fantasias desse jovem tem um peso superior, porém fictício, e a realidade se mostra bem diferente.
 

Exercícios Propostos

Para essa orientação, vários tipos de exercícios são propostos pelo orientador, mas somente serão colocados em prática, com a aceitação do indivíduo, que deve ver sentido nas atividades.

O jovem poderá ter que frequentar palestras, fazer visitas a empresas, entrevistas com profissionais que escolheram o que ele almeja; como também poderá ser proposto, que ele realize um estudo de mercado em relação ao salário mínimo, médio e máximo do profissional, para ver se está dentro da suas expectativas futuras.

Terá que refletir sobre aonde deseja chegar com a profissão escolhida e para isso, qual o tipo de formação e quais as especializações ele terá que fazer. Quanto tempo ele terá que se dedicar aos estudos, e o que terá que abrir mão em busca da concretização de seus objetivos.

Terá que pensar no tempo que levará para sua formação e avaliar se o mercado estará aberto ao que ele terá a oferecer.

Deverá formar uma visão ampla do que quer e dos passos para conseguir atingir seu objetivo, mas isso será trabalhado em parceria com seu orientador e também com sua família.
 

Conclusão

Diferente de algumas posições dentro da psicologia, acredito como Erikson, que a construção do “Eu”, ou seja, a construção da personalidade do indivíduo, não apresente nunca um ponto final.

Para mim essa construção representa um desenvolvimento que vai ocorrendo ao longo de sua vida conforme suas aprendizagens, que representam a interação do indivíduo com o ambiente em que está inserido (Este conceito também é conhecido como “Life-span”).
    
Portanto, mesmo que sua decisão o leve para um caminho que ele se arrependa no futuro, sempre há, através do planejamento, uma maneira do indivíduo repensar no que é importante para ele naquele momento e tomar novos caminhos em busca da sua satisfação pessoal.